Acabei de ver este filme, foi sugestão de um amigo de longa data que me o recomendou dada a experiência que estou agora a viver. É curioso que é o segundo filme no espaço de um mês que me recomendam e que se relaciona mesmo muito comigo.
Por diversas vezes referi os motivos que me levaram a fazer Erasmus, o facto de me rever neste fime não implica que ande a fugir do mundo no entanto revejo-me bastante na forma de pensar e de estar da personagem principal, só espero não ter o mesmo fim.
Neste momento a vontade que tenho é de fugir de mim mesmo, um dos meus objectivos com o Erasmus era conhecer-me melhor, neste momento equaciono se é isto que eu quero ser e a resposta é bem imediata, é claro que não!
Um amigo disse-me que eu precisava de ir ao fundo do poço para poder dar a volta por cima, a conclusão que tirei é que no fundo do poço já eu estou há bastante tempo, só que fiz deste foço a minha forma de viver, nem tentei sair dele simplesmente acomodei-me a ele.
Para não variar estou com insónias, e sem internet…, esta mensagem foi (está a ser) rabiscada numa folha de papel para assim que tiver net a colocar online. Dizem que o primeiro passo para combater um problema é admiti-lo, o meu vicio doentio por Internet é algo que já admiti faz tempo só que nunca me preocupou tanto como agora. Este meu problema é identificado por várias pessoas que me rodeiam, mas a forma de me ajudarem é ainda me ridicularizarem mais, obrigado por afundarem ainda mais o me poço.
Internet é mesmo um vicio, a doença do sec.XXI, e sendo eu aluno de EngªInformática a coisa torna-se bastante complicada de resolver! Utilizei a internet como refugio dos meus problemas, agora é o meu problema principal…, irónico, não?
Faz parte dos meus planos regressar a Portugal num interrail solitário, agora que identifiquei os meus problemas quero simplesmente abstrair-me deles, mas estar sempre a pensar no futuro é outro dos meus problemas…
Sempre senti que era o outro filho e como tal lutei sempre sozinho por tudo aquilo que tenho e quero, não sou totalmente independente mas faço essa vida há pelo menos 3 anos, tenho um empréstimo que me dá uma independência relativa, pelo menos não tenho de justificar a forma como “vivo”…, mas como não pensar no futuro se estou dependente dele?
O que precisava mesmo era uma experiência “Into the Wild”, espero que este novo semestre e o regresso a Portugal me façam pelo menos tentar sair do fundo do poço sem ter de ir ao extremo…, mas do escrever ao fazer ainda vai um longo passo!
Larga a net seu geekz0r!!
a felicidade está no valor que procuramos encontrar nas pequenas coisas, na sua natureza intrínseca e profunda… não percas tempo, com o que não amas.