Ontem participei pela primeira vez num “movimento free hugs”, a parte interessante disto foi que o free hugs foram apenas o complemento de uma ideia que eu lancei na comunidade Couch Surfing, oferecer flores de papel!
A ideia desenrolou-se, e num autêntico brainstorming online chegámos ao projecto final de fazermos flores com jornais e páginas amarelas antigas, uma brincadeira mais económica e ecológica, e não é que foi mesmo?
Tirei várias fotos durante o evento todo, a ver se as meto online em breve, que decorreu durante o dia todo de ontem. Na parte da manhã fizemos as flores, aquilo com algum desajeito inicial acabou por resultar numa quantidade engraçada de flores, algumas mais perfeitas outras não tanto mas foi uma manhã muito bem passada!
Às 14.00 estavamos a caminho do Rossio, onde começámos a distribuição de flores com cartazes a dizer “Free Hugs” e “Abraços Grátis”, mas antes fizemos o merecido aquecimento, uma ginjinha no Ginjinha
Várias flores foram distribuídas, mais abraços foram dados e o que eu pensava que seria apenas uma tarde banal de abraços e flores no final fiquei bastante surpreendido com as reacções mais diversas que presenciei. Abraços de borla as pessoas são mais receptivas, já é algo popular e já um “movimento” mundial…, agora flores de borla? As perguntas choviam “São alguma organização?”, “Desculpe, mas não tenho dinheiro”, “Não estou interessado, obrigado” e mais do género. Algumas pessoas, também desconfiadas, ainda nos perguntaram que raio era aquilo e a reacção de surpresa quando diziamos “apenas porque sim” era fenomenais!
Ninguém dá nada a ninguém, mas quando isso acontece as pessoas desconfiam imenso mesmo quando o que é dado é apenas um abraço ou uma flor de papel de jornal. É pena.
O que é uma pena maior é a as pessoas já terem gravado a ideia de que ninguém dá nada a ninguém. Até porque técnicamente quem participa num Free Hugs ou Free Flowers (Só tu para inventares isto (-.-) ) acaba sempre por receber em satisfação e bem-estar.