E se…

…fosse possível dar uma oportunidade a uma criança? Que será que ela pensaria se essa oportunidade nunca existisse porque a “maioria” não concorda com isso?

Recentemente ouvi uma daquelas barbaridades que só se ouve uma vez de 10 em 10 anos, aliás, pelo menos assim o deveria ser pois infelizmente há muita gente que pensa desta forma.

Aparentemente está para breve uma votação parlamentar, ou um referendo ou algo do género para decidirem quanto ao casamento entre homossexuais, e a barbaridade que ouvi foi associada ao mesmo, algo como que após o casamento vão lutar pelo direito à adopção…

Ora bem, sinceramente até acho que o casamento é algo secundário comparado com a adopção, uma criança tem direito a ter uma oportunidade de ter uma vida melhor, de ter um pai ou uma mãe e de realçar que estou a usar o singular, eu defendo a adopção por solteiros / pessoa individual. Sim, um casal heterossexual tem a vantagem de ter uma figura de ambos os sexos enquanto que um solteiro ou um casal homossexual não iria ter essa oportunidade, pelo menos como entidade paternal, mas não seria melhor uma criança ter apenas um pai ou apenas uma mãe do que viver até aos 18 anos num lar?

Por acaso gostava de saber a opinião de alguma pessoa que tenha crescido numa casa de acolhimento sem ter sido adoptado, pois apenas transmito uma opinião pessoal sem qualquer conhecimento de causa e como qualquer pessoa com uma opinião, acredito que tenho uma certa razão.

Afinal que será melhor?

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One Response to E se…

  1. A adopção é um caso muito mais complexo do que às vezes parece ser na boca das pessoas.

    Mas sim, eu concordo que todas as crianças deviam ter direito a uma família.

    Até hoje família pensava-se em Pai, Mãe e filhos. É a ideia cultural que nos foi transmitida. Agora começa a surgir a ideia de constituir família com Homem, Homem ou Mulher, Mulher… É um pouco contra a ideia que temos de família no entanto se for para evoluir para melhor, que seja.

    Eu pessoalmente não me importo com a união de duas pessoas homossexuais, com direitos fiscais como um casal heterossexual, direitos a heranças. No entanto, não concordo com atribuírem a isso o nome de casamento, e aqui está o interesse do governo em que se fale disto e não da porcaria que eles por lá andam a fazer. E é muito simples, casamento é algo que deriva de uma prática religiosa que foi passada para o estado por ser costume e posteriormente chamou-se-lhe casamento civil para sermos um estado laico (há que destingir laicismo de ataque à religião… Infelizmente o estado em Portugal há uns tempos que começou a praticar ataques à religião em nome do estado laico… mas isso é outro assunto). Por isso usar o nome de casamento em que temos a ideia de junção de um Homem e de uma Mulher religiosamente e posteriormente (em termos históricos) pelo civil estamos a fazer um ataque à Igreja Católica (estamos em Portugal, um país de origem e costumes católicos).

    Agora quando entramos em questões de adopção, ai é que entram verdadeiros problemas… E não apenas mariquisses (como esta palavra se adequa ao tema anterior)…

    Ninguém pode escolher a família em que nasce.
    Uma criança até uma certa idade (14, 15anos?) faz escolhas sem grande consciência.
    Agora pensa que dizes a uma criança “queres ir viver para uma família onde terás dois homens (ou duas mulheres) que vão cuidar de ti e fazer-te feliz. Gostavas?”, parece-me óbvio que uma criança diria que sim. Essa família pode-te sair equilibrada com duas pessoas normais que apenas têm atracções por alguém do mesmo sexo mas também te podem calhar pessoas totalmente desequilibradas, cheias de mariquisses, e não me digam que não as há. Na primeira situação, tudo bem, na segunda calma lá!

    O casamento é apenas o primeiro passo para chegares à adopção, e eu nesse segundo ponto sou completamente contra. Existem muitos casais heterossexuais que dariam excelentes pais e não conseguem adoptar, seria muito mais interessante reavaliar a situação legal da adopção do que isto do casamento de homossexuais que só serve para iludir o povo.