De simbolo ancestral a detestado

Imaginem o que seria transformarem os tambores dos nossos Zé Pereiras em simbolo futebolistimo, imaginem o que seria estádios cheios de bombos a explodir.

Imaginem o que seria usarem as gaitas-de-foles, instrumento também tradicional no norte do nosso país, como forma de simbolo futebolistico e venderem ao desbarato cópias desafinadas apenas com intuito de criar ruído.

Imaginem o que seria um turista vir a Portugal e ver um desfile de Zé Pereiras, ou ir a Trás-os-Montes e ver um “gaiteiro” depois de um mundial ou euro em que usassem estes instrumentos para ensurdecer centenas de pessoas, irritarem outras tantas e motivarem provedores de Tv a bloquearem o som desses instrumentos, instrumentos que são parte da nossa cultura e que nos marcam como um povo, tal e qual como a Vuvuzela.

Não sou anti-vuvuzela, sou é contra a besta que teve a merdosa ideia de misturar cultura com futebol, isto é tautológico, é impossível juntar as duas e está provado que quando se tenta fazê-lo o resultado dá em tragédia. Cultura e futebol, só quando se fazem concertos em estágios, e mesmo assim…

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