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	<title>Look Left &#187; vício</title>
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		<title>e-life &#8211; Do you have one?</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 02:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gil Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Informática]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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		<description><![CDATA[Estava aqui numa conversa de MSN sobre a vida online, aquela vida que tanta gente já leva mais a sério que a vida &#8220;real&#8221;&#8230; Fóruns Os fóruns é algo que anda na moda, eu mesmo ando metido num um bocado &#8230; <a href="http://blog.gilsousa.eu/humor/777/e-life-do-you-have-one/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava aqui numa conversa de MSN sobre a vida online, aquela vida que tanta gente já leva mais a sério que a vida &#8220;real&#8221;&#8230;</p>
<h2>Fóruns</h2>
<p>Os fóruns é algo que anda na moda, eu mesmo ando metido num um bocado mais a sério (o que aumenta de forma exponencial o carácter humorístico deste post, não tenho moral alguma para falar disto), e a forma como as coisas funcionam&#8230;, existem ferramentas para tudo e a parte mais interessante é a Moderação, o que eu prefiro designar como &#8220;policias do fórum&#8221;.</p>
<h4>Que fazem os Moderadores?</h4>
<p>Em muitas comunidades, são aqueles que devem dar o exemplo (ou não) e que devem manter a paz da comunidade, mas como fazem isto? Avisos, infracções, chamadas de atenção públicas e privadas, mensagens apagadas, tópicos apagados, tópicos movidos, tópicos separados, tópicos unidos, arrumação em geral. É isto que eles fazem no dito conceito de comunidade.</p>
<h4>E os utilizadores?</h4>
<p>São aqueles que se registam na comunidade, em certas comunidades dizem que &#8220;o fórum é dos utilizadores&#8221;, noutras são menos democráticos e dizem claramente que a comunidade é dos administradores. E quem está mal que se mude, não há cá pão para malucos! E com um bocado de sorte, ainda são &#8220;banidos&#8221; se não se portarem bem.</p>
<h4>E o que se passa por lá?</h4>
<p>De tudo, uns mais temáticos, outros mais generalistas mas na sua essência resumem-se a troca de ideias e partilha de informação, tal e qual como fazemos com os nossos amigos no café&#8230;, e falando nisso&#8230;</p>
<h4>E que tal um paralelismo com a vida real?</h4>
<p>Imaginem que o dono do café é o administrador do fórum, e os empregados são os seus moderadores. Agora imaginem que na vossa mesa começam a falar de Arquitectura, mas que um dos gajos que até é de Informática começa a falar sobre o auto-cad, sobre alternativas para Mac OS e Linux, começa a falar sobre o desempenho e os recursos que o programa requer e afins&#8230;, ao que chega um dos empregados e lhe dá alta sapa e lhe diz &#8220;<em>Rapaz, tem calma contigo! Já estás a ir muito offtopic!</em>&#8220;, e muito discretamente o empregado sai da mesa.</p>
<p>E se a conversa fica mais acesa? E se um deles diz algo do género &#8220;<em>Tu estás é parvo, nem sabes do que falas.</em>&#8220;, vem logo o empregado lançado, agarra-o pela camisa e atira-o porta fora do café &#8220;<em>Já tinhas sido avisado, agora ficas fora do café até amanhã! Vou anotar aqui no bloco de notas este incidente, para a próxima nem direito a aviso tens!</em>&#8221;</p>
<p>Como seria de prever, a publicidade é facilmente equiparada com as imperiais que são consumidas no estabelecimento! Pagar para manter a casa!</p>
<p>Acho que nenhum de nós iria voltar a frequentar um café com tamanho rigor, o que me leva a pensar porque raio tanta gente (e eu me incluo) frequenta tantos fóruns deste género que se auto-intitulam de comunidade. Não sei quanto a vós, mas na minha &#8220;comunidade de amigos&#8221; as coisas não funcionam desta forma.</p>
<h2>MSN / Skype / gtalk / facebook chat (sim, também há disto) / etc</h2>
<p>Aqui não estou a incluir o IRC propositadamente, a diferença entre IRC e fóruns é que as chapadas ou são dadas na hora, ou então ainda em &#8220;cache&#8221;, não dá para chegar mais tarde e consultar as conversas passadas se não houver nada a gravar.</p>
<p>Estes sistemas são o modelo anarca da e-life, enquanto que o anterior funciona num regime um pouco ditatorial / democracia parcial, neste é como calha, depende de quem está presente nas conversas o que acaba por se assemelhar mais a um café, e com um bocado de sorte até têm direito à publicidade para &#8220;<em>manter o estabelecimento</em>&#8220;, só que neste caso poucos (mas mesmo poucos) conhecem o dono.</p>
<p>Controlo é zero, é tipo conversa num banco de um jardim público, é de todos! Alguns até conseguem mandar uns &#8220;<em>abanões</em>&#8221; para acordar o pessoal, e aqueles mais adeptos das palermices até podem mandar &#8220;<em>beijos gigantes</em>&#8220;, &#8220;guitarras serem destruídas&#8221; e afins.</p>
<p>Estes sistemas aproximam-se ainda mais da vida real quando se usam certas funcionalidades tais como videoconferência ou chamada de voz, aqui nem sequer tenho imaginação para paralelismos pois as linhas estão bastante próximas uma da outra, com os telemóveis já deixou de ser &#8220;e-life&#8221; para algo banal só que usando um computador.</p>
<p>O que já muda é o registo de conversas&#8230;, na vida real poderia comparar a uma reunião formal em que existe alguém a fazer a acta da discussão e que só aqueles que previamente a solicitaram é que terão uma cópia integral da conversa, alguns saem sem sequer terem um registo.</p>
<p>O facto de termos a possibilidade de aparecer como &#8220;<em>ocupado</em>&#8220;, &#8220;<em>ausente</em>&#8220;, &#8220;<em>offline</em>&#8220;, &#8220;<em>disponível</em>&#8221; já é uma novidade&#8230;, imaginem o que seria poderem fazer algo do género na vida real, imaginem o que seria poderem ser invisíveis mas verem toda a gente que está à vossa volta (à excepção de outros invisíveis), imaginem o que seria estarem a dormir mas na verdade estarem acordados? Poderia equiparar isto ao sonambulismo, mas neste o &#8220;<em>ausente</em>&#8221; não se lembra das conversas pelo que o paralelismo seria falhado&#8230; Já o estado ocupado é simples, quantas vezes não estivemos &#8220;<em>atarantados</em>&#8221; e que nem tempo demos a outras pessoas para nos &#8220;<em>darem apenas uma palavrinha</em>&#8221; mas que para outras a conversa durava uns 10 minutos? Ocupado, mas não para toda a gente! E ainda assim, contactável! &#8220;<em>Deixe mensagem com a minha secretária, sff</em>&#8220;. Só V.I.P.s!</p>
<h2>Twitter, Facebook, hi5, redes sociais</h2>
<p>Já tinha dito isto há uns meses&#8230;, volto a reafirmar. <a title="Twitter - What are you doing?" href="http://blog.gilsousa.eu/informatica/70/twitter-what-are-you-doing/" target="_self">Vizinha de cima convertida para bits e colocada na Web.</a> Não se trata de outra coisa, quem melhor que uma vizinha bem intrometida para espalhar o que se passa e não se passa na nossa vida? Há que lhes dar também o devido mérito, quando queremos espalhar uma noticia contamos à nossa vizinha em vez de pagarmos por um anuncio no jornal local, demora mais tempo a obtermos os efeitos desejados mas lá chegaremos&#8230;, o mesmo se passa com isto! Minutos após submeter este post irá ser colocada uma entrada no meu twitter a anunciar o mesmo, verdade seja dita, é uma excelente ferramenta promocional!</p>
<p>Já o hi5 não sei, foi invadido por pitas em constante fase de ovulação pelo que duvido que tenha alguma utilidade de facto digna de referência, mas quanto ao facebook já várias empresas (e grandes empresas) o usam como meio publicitário, o twitter até já há quem o tenha no cartão de apresentação. Há quem leve isto mais a sério, em pequenos meios seria a vizinha de cima&#8230;, em grandes meios é transformado na Odete Santos, o berreiro é tal que mesmo aqueles que não querem acabam por a ouvir. (Esta senhora ainda anda pelo Parlamento? :X)</p>
<p>E para acabar em grande nestas coisas da e-life&#8230;, deixo-vos apenas com uma referência, nem sequer vou debitar palavras para elaborar uma analogia com a real essência da e-life, para vós&#8230;</p>
<h1 style="text-align: center;"><a title="Second Life" href="http://secondlife.com/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Second Life</strong></span></a></h1>
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		<title>A Industria do Vício</title>
		<link>http://blog.gilsousa.eu/sociedade/289/a-industria-do-vicio/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 14:40:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gil Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
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		<description><![CDATA[Esta madrugada vi pela segunda vez o filme Thank you for Smoking, um filme que entre outras coisas retrata a defesa de um vício. Não pretendo contar a história do filme, pretendo apenas usar o filme como base para o &#8230; <a href="http://blog.gilsousa.eu/sociedade/289/a-industria-do-vicio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta madrugada vi pela segunda vez o filme <a title="Thank you for Smoking" href="http://www.imdb.com/title/tt0427944/" target="_blank">Thank you for Smoking</a>, um filme que entre outras coisas retrata a defesa de um vício. Não pretendo contar a história do filme, pretendo apenas usar o filme como base para o meu argumento.</p>
<p>Há coisa de dias comentei com os meus pais que agora os <em>putos</em> têm telemóvel logo na escola primária, alguns deles têm telemóveis melhores que eu, eu pergunto: <strong>Para quê?</strong> Vamos a ver as campanhas que as empresas de telecomunicações fazem e o incentivo ao vício é tremendo, começando pelas SMS de borla até chegando a tarifários que dão para fazer um autêntico serviço de walkie-talkie. A dependência é brutal, hoje em dia deve ser rara a família que não tem pelo menos um telemóvel em casa, e o consumo excessivo é ainda mais absurdo. Para que é que um puto de 6 anos precisa de um telemóvel de 300€? Recebi o meu primeiro telemóvel quando fui para o secundário, estava a 40kms de casa e os transportes não era muito fáceis, por vezes dava jeito avisar os meus pais que iria chegar atrasado e afins e chegava a acumular dinheiro no telemóvel entre carregamentos obrigatórios por nunca precisar de recorrer a esses gastos, envio de sms era sempre para a mesma rede e através do site da minha operadora para evitar gastos desnecessários e contabilizava bem as 30 SMS mensais que tinha de borla. Mensagens para outras redes só em situações mesmo importantes.</p>
<p>Depois temos a internet&#8230;, outra industria do vício&#8230;, e aqui eu <a title="Into the Wild" href="http://blog.gilsousa.eu/erasmus/69/into-the-wild/" target="_self">assumo publicamente</a> que sou viciado em Internet! Ainda me lembro da minha primeira aula de Tecnologias no Secundário&#8230;, fui para o curso Tecnológico de Informática porque gosto de Matemática e Química, tudo a ver, hein? Escolhi um curso que não houvesse na escola para onde os meus amigos foram e que tivesse aquelas duas disciplinas, não sabia nada de Informática só sabia que era alguma coisa relacionado com computadores&#8230;, nessa aula foi pedido aos alunos para dizerem extensões de ficheiros, eu nem sabia o que o pessoal estava para ali a debitar e senti-me como um peixe no deserto. O meu primeiro contacto com a internet antes disso, usava o yahoo e era essencialmente para pesquisa, trabalhos da escola e nada mais. O IRC apareceu na minha vida apenas no secundário como forma de falar com os meus colegas, na altura se havia MSN eu desconhecia por completo mas aos poucos comecei a gostar daquilo, mas nunca foi um vicio, era caro ter em casa! Apenas 1 hora por dia e mesmo assim fartava-me daquilo, o meu vicio nos computadores era essencialmente a programação, só precisava da internet para pesquisar e aprender mais sobre programação, não a usava para mais nada!</p>
<p>Hoje em dia a internet é incrivelmente barata, é incrivelmente rápida (comparando com há 10 anos atrás) e é incrivelmente viciante! Antes os IMs serviam para falar com amigos, hoje em dia até dá para fazer novos <em>amigos</em>! Isto é assustador! Em tempos cheguei a considerar que a TV era algo vicioso, hoje em dia só vejo TV quando estou a almoçar ou a jantar e até acho que a <a title="Serviço Publico" href="http://blog.gilsousa.eu/sociedade/255/servico-publico/" target="_self">programação televisiva é uma valente merda</a>!</p>
<p>Falando em TV&#8230;, outra industria do Vício&#8230;, mas este um pouco mais <em>estranho</em>, não usam o canal de comunicação como vicio mas sim outros meios, são bastantes programas que dão prémios mas que temos de telefonar para um número de valor acrescentado, nem quero imaginar quantas chamadas eles recebem por dia ao ponto de manterem programas de merda como os que dão pela madrugada dentro. É uma industria que antes era viciante e hoje em dia apenas exploram a parte comercial, a forma de agarrarem as pessoas é através de programas mediáticos, mas acho que estou a abordar o assunto da forma errada&#8230;, olhando para os serviços que disponibilizam os canais <em>extra</em> de TV dá para identificar outra industria <strong>realmente</strong> do vício! Antes quem tinha mais de 4 canais era quem investia numa parabólica, e quem tinha parabólica quase que era considerado excêntrico, para quê gastar tanto dinheiro apenas para ter mais canais de TV? Hoje em dia não faltam serviços que disponibilizam internet e tv por cabo, a TV cabo foi revolucionária na área quando juntou ambos os serviços, hoje em dia são preços cada vez mais baratos e a juntarem cada vez mais serviços de vício, telefone, tv e internet!</p>
<p>Até ao momento tenho falado apenas nos vícios da comunicação, e outros vícios? Comida? Quando se fala em vícios e comida na mesma frase é quase impossível não pensar em McDonalds, mas é mesmo verdade! É incrível, mas há pessoal vai várias vezes por semana a restaurantes de fastfood e até há quem diga que é mesmo viciante&#8230;, mas vistas bem as coisas, comer é de facto um vício, nunca foram comer apenas por vontade e não por fome? Acho que toda a gente pelo menos já sentiu isso, mesmo que se tenha controlado. A industria da alimentação de facto explora um vicio natural do Ser Humano, nada mais natural! Mas quando vamos a ver as campanhas&#8230;, é de tudo, menus apelativos, promoções brutais que nos fazem ir lá só para aproveitar a promoção! Quem resiste a pagar apenas 1 euro por um hambúrguer? E o mais interessante disto tudo são as cores, já repararam que as cores dominantes destas empresas é o vermelho? Coca-Cola, Pizza Hut, McDonalds e afins! Coincidências? Claro que não, isto deve ter alguma coisa relacionada eu é que não estou para googlar por isso! Quem faz este tipo de escolhas é alguém especializado em marketing, área esta onde TUDO conta desde que faça vender! Olhem a Coca Cola, uma garrafa única que já dispensa de rótulo, até um cego identifica uma garrafa de Coca-Cola só por lhe tocar! Alguma vez pensaram nisto? Pelos vistos a Frize decidiu tentar (e pessoalmente acho que tiveram sucesso) em seguir uma linha exclusiva também, é incrivel mas resulta!</p>
<p>Este post já vai bem longo e nem falei do tabaco, mas acho que este produto dispensa grandes conversas&#8230;, apenas recomendo a todos que vejam o filme, não só aprendem algo sobre a industria do tabaco como aprendem sobre a argumentação em si! Mas a titulo de curiosidade, o meu irmão em tempos explorou um café e de tempos a tempos vinha uma senhora ao café apenas para fazer uma coisa, procurar uma forma de realçar a venda do tabaco no café! Localização dos maços e até mesmo a disposição dos mesmos! Cada coluna de tabaco teria o seu lugar em concreto, o jogo de cores que as marcas de tabaco faziam era bastante importante e ela tinha isso sempre em consideração, era importante mudar de vez em quando mas sempre dando um impacto de cor de forma a despertar a atenção do cliente!</p>
<p>Apetecia-me mesmo continuar com esta argumentação, faltam tantos temas para referir mas nunca mais iria sair daqui&#8230;, basicamente este post resume-se apenas a uma coisa&#8230;</p>
<blockquote><p>Marketing, meus caros! Tudo se trata de marketing!</p></blockquote>
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